sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

The Perks Of Being a Wallflower, Stephen Chbosky


Sinopse: "Ao mesmo tempo engraçado e atordoante, o livro reúne as cartas de Charlie, um adolescente de quem pouco se sabe - a não ser pelo que ele conta ao amigo nessas correspondências -, que vive entre a apatia e o entusiasmo, tateando territórios inexplorados, encurralado entre o desejo de viver a própria vida e ao mesmo tempo fugir dela.

As dificuldades do ambiente escolar, muitas vezes ameaçador, as descobertas dos primeiros encontros amorosos, os dramas familiares, as festas alucinantes e a eterna vontade de se sentir "infinito" ao lado dos amigos são temas que enchem de alegria e angústia a cabeça do protagonista em fase de amadurecimento. Stephen Chbosky capta com emoção esse vaivém dos sentidos e dos sentimentos e constrói uma narrativa vigorosa costurada pelas cartas de Charlie endereçadas a um amigo que não se sabe se real ou imaginário.
Íntimas, hilariantes, às vezes devastadoras, as cartas mostram um jovem em confronto com a sua própria história presente e futura, ora como um personagem invisível à espreita por trás das cortinas, ora como o protagonista que tem que assumir seu papel no palco da vida. Um jovem que não se sabe quem é ou onde mora. Mas que poderia ser qualquer um, em qualquer lugar do mundo."


      The Perks Of Being a Wallflower (As Vantagens de Ser Invisível em português) é simplesmente o livro mais puro que eu já li. As cartas de Charlie foram mandadas para mim (incrível, certo?). Mas não fique triste porque elas foram mandadas para você também, para nós, almas jovens que vivem uma convulsão mental e que tendem à solidão. Almas tímidas e introspectivas como a de Charlie; almas livres e afetivas como a de Sam; almas divertidas e engraçadas como a de Patrick; almas inquietas e falantes como a de Mary Elizabeth; almas desencorajadas e confusas como a de Brad; enfim, todos podemos nos identificar com um personagem de Perks. E acima de tudo nos identificamos com o livro por termos consciência de estarmos vivos e termos sede de viver mas às vazes não saber como. Se sentir solitário, excluído e mal-entendido faz parte de estar vivo. Essa é a nossa vida e precisamos vivê-la. Como a citação de The Fountainhead que o Charlie faz que diz:
"The main character, who is this architect, is sitting on a boat with his best friend, who is a newspaper tycoon. And the newspaper tycoon says that the architect is a very cold man. The architect replies that if the boat were sinking, and there was only room in the lifeboat for one person, he would gladly give up his life for the newspaper tycoon. And then he says something like this...'I would die for you. But I won't live for you.' "
Tradução livre: O personagem principal, que é um arquiteto, está sentado em um barco com o seu melhor amigo, que é um magnata do jornal. E o magnata do jornal diz que o arquiteto é um homem muito frio. E o arquiteto responde que se o barco estivesse afundando, e tivesse apenas lugar no bote salva-vidas para uma pessoa, ele iria contentemente ceder sua vida pelo magnata do jornal. E depois ele diz algo assim...."Eu posso morrer por você. Mas eu não viverei por você."
              Hoje eu vi o vídeo no youtube no qual o pai da Esther Grace Earl (Nerdfighter que inspira a todos nós e que infelizmente hoje descansa em awesome) discursa sobre a vida de sua filha, e tem uma frase que ele diz que realmente me fez pensar. Ele disse: 

"Dying is inevitable. Living is not."
("Morrer é inevitável. Viver não é.)

Me fez pensar na quantidade de pessoas que estão vivas mas que têm medo de fazer algo ou
por acharem que farão algo errado (sinceramente quem considera o que é certo ou errado
além de você mesmo? A não ser que estejamos falando da lei, é claro); ou por terem medo de
fracassarem (sério mesmo, se dar mal é totalmente subestimado); ou por recearem o julga-
mento que as pessoas farão (olha, julgar elas sempre julgarão e todos temos que ignorar esse
tipo de coisa porque é algo que sempre vai acontecer).
Se as coisas estão ruins hoje, tenha certeza que elas vão melhorar. Se a vida não está sendo
fácil contigo agora, lute pelos seus ideais e você verá o quão bom tudo pode ser. Outra hora o
Wayne Earl diz que: "Somebody, somewhere is waiting to love you. Somebody. somewhere is
waiting for your love." ("Alguém, em algum lugar está esperando para te amar. Alguém, em
algum lugar está esperando pelo seu amor.") E pensar nisso realmente me faz feliz. 
-Para quem quiser ver o discurso
Voltando ao livro, a sensibilidade da narrativa me comoveu de todas as maneiras possíveis.
Além de ter me libertado de uma certa forma mágica que desconheço.  Só tenho a dizer que 
Chbosky me encantou e que Perks é uma obra puramente bela.

“I guess we are who we are for a lot of reasons. And maybe we‘ll never know most of them. But even if we don’t have the power to choose where we come from, we can still choose where we go from there. We can still do things. And we can try to feel okay about them.”
(algo como "Eu acho que nós somos quem somos por várias razões. E talvez nós nunca saberemos a maioria delas. Mas mesmo que nós não tenhamos o poder de escolher de onde viemos, nós ainda podemos escolher aonde vamos a partir disso. Nós ainda podemos fazer coisas. E nós podemos tentar nós sentirmos bem sobre elas.")




2 comentários:

  1. Acho que fiquei encantada pelo livro no mesmo nível que você. Ele me afetou demais. Charlie é um personagem muito especial, ainda que eu tenha achado um pouquinho chorão hehe Mas tanta sensibilidade me impressionou. E me inspirou bastante nesse início de ano.

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  2. Que bom que o livro também tenha te inspirado, Vanessa (são raros os que conseguem nos tirar da zona de conforto e realmente nos fazer refletir sobre o mundo e as pessoas ao nosso redor).
    E o Charlie é de fato um pouco chorão haha

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