quarta-feira, 1 de maio de 2013

Se houver alguém delicado no público, eu recomendo que não olhe porque poderá haver sangue


     O filme italiano de Federico Fellini, La Strada, conta a história de Gelsomina, pobre garota que foi vendida pela mãe a um exibicionista viajante chamado Zampano. O cenário se passa em uma época de pós-guerra e fome italiana. Seu neo-realismo nos traz questões sobre a condição humana com uma simplicidade difícil de ser adquirida.
    Durante o filme, Zampano ensina algumas formas de encenação para a moça, que se interessa rapidamente pelo ato da performance e tenta aprender. Até tocar trombone ela aprende. O engraçado é o contraste entre os dois, ela toda ingênua e ele todo rude!
     Antes mesmo de saber algo sobre o filme eu já tinha criado expectativas em relação à ele por ter um pôster divino dele na sala que eu tenho aula de Comunicação e Universidade (CU, mesmo). Aliás, na FAC (Faculdade de Comunicação) inteira há pôsteres maravilhosos de filmes que eu sou louca para ver. Enfim, criar expectativas sobre algo é um negócio complicado porque você sempre acaba se decepcionando, de uma forma ou de outra, e por isso fiquei um pouco com medo de não ser aquilo tudo que eu esperava. Mas, para a minha alegria, me enganei, e apesar do filme não ser exatamente o que eu esperava ele me encantou da mesma forma e me surpreendeu positivamente. Ele é recomendado para quem gosta de finais inesperados e realistas. Dá para rir, chorar e gritar com os personagens (quem nunca?).

Curiosidade: ganhou o Oscar em 1957 de melhor filme estrangeiro e foi indicado na categoria de melhor roteiro original.

   

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